mr. selfridge: bastidores do império varejista

A Selfridges & Co. é a segunda maior e mais luxuosa loja de departamentos do Reino Unido (ficando atrás apenas da Harrod’s em metros quadrados). Idealizada e fundada por, Harry Gordon Selfridge, um visionário americano no ínicio do século XX, na famosa Oxford Street, em Londres, se tornou uma referência por sua ousadia e quebra de paradigmas da época colocando Londres no mapa do varejo mundial.

Segundo muitos, ele definitivamente revolucionou o modo como as pessoas compram, dando ares românticos a idéia do comércio, transformando a atividade em diversão, como fuga da rotina, e não apenas a busca por uma necessidade.


Usar as vitrines como forma de chamar a atenção do cliente foi uma das primeiras estratégias que seu fundador usou para garantir espaço de destaque no meio de tantas outras lojas da capital inglesa. Enquanto seus concorrentes escondiam os produtos atrás de cortinas, na SELFRIDGES, tudo era orgulhosamente exibido nas vitrines. Ele também foi inovador ao iluminar as vitrines durante o anoitecer e mesmo quando a loja já estava fechada. Outra estratégia foi colocar os produtos a venda em displays para que os consumidores pudessem examiná-los. Dez anos depois de sua fundação, as vendas da SELFRIDGES não paravam de crescer e a loja já tinha dobrado de tamanho.

(trecho extraído do Mundo das Marcas)

Selfridges - MarketingMagazine-Uk
Fachada Selfridges na Oxford Street (Imagem: Marketing Magazine UK)

Nesse final de semana fiz uma descoberta no Netflix, consta em seu catálogo a série que conta a história desse empresário,  Mr. Selfridge. Baseada na biografia escrita por Lindy Woodhead, intitulada Shopping, Seduction & Mr. Selfridge, sua primeira temporada foi ao ar em 2013, no Reino Unido. Não preciso nem dizer que fiz maratona e já assisti a vários episódios. A série consta em listas “tem que ver” para empreendedores de diversos setores, principalmente da moda.

“Mr. Selfridge é inspiradora não apenas para quem trabalha com moda e varejo. O empresário que dá nome à série, interpretado por  Jeremy Piven, é um exemplo de pensamento empreendedor e liderança, e a nova forma de consumir impulsionada por seu empreendimento no início do século XX transformou a história do varejo.”

(trecho da resenha da série blog Ivy Lemes)

Além de ser uma fascinante fonte de entretenimento aos interessados no universo dos negócios, também aborda importantes momentos históricos como o movimento das sufragettes pelo direito ao voto feminino representando emancipação do gênero. O personagem título é cercado por mulheres que representam força, liberdade e empoderamento feminino.

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Balcão de perfumes na loja da ficção (Imagem: Reprodução)

Pode parecer estranho que uma história cujo tema central seja a vida de um empresário, homem, e que trate sobre ascensão do consumismo possa trazer uma mensagem sobre empoderamento feminino, mas é exatamente isso que ela é.

“Estamos falando em um mundo dominado pelos homens, onde as mulheres não eram mais que “acessórios”, “ornamentos” para serem exibidos no momento escolhido pelo marido ou pelo pai. O consumismo, na série, representa a quebra de paradigmas. Maquiagem e perfumes eram vendidos de forma discreta, atrás do balcão. Selfridge vem para mudar isso, para mostrar que fazer-se bela (ou belo) por meio de uso de instrumentos que os mais ‘antigos’ da série só admitem em prostitutas ou atrizes (basicamente a mesma coisa, nessas cabecinhas toscas) é algo perfeitamente natural. Saem o preto e o branco, para dar lugar às cores, às escolhas, à variedade. Selfridge entende isso e quer isso tanto como força motriz de seu negócio como por compreender que esse é o futuro.”

(trecho de resenha da série, por Ritter Fan no Plano Crítico – recomendo que leiam a resenha por inteiro no link)

A dinâmica da loja, a exposição dos produtos, as vitrines revolucionárias – e a figura do profissional de Visual Merchandising, na época ainda apenas vitrinista, representada na série pelo personagem parisiense Henri Leclair fazem dessa produção uma fonte fácil e dinâmica de conhecimento sobre a história do varejo, embora contada como ficção.

Henri Leclair - reprodução
“Não visto mulheres como os estilistas. Visto espaços. Cada vitrine da Selfridges será como uma pintura, e as pessoas que virem se imaginarão na história representada” – resposta do personagem Henri Leclair ao ser questionado sobre sua função na Selfridges.

Super recomendado, vale cada episódio! #dicacecile #cecileindica #nashorasvagas

Gabi R.

Fontes:
https://ivylemes.com/2016/02/27/mr-selfridge/
http://mundodasmarcas.blogspot.com.br/2009/08/selfridges-co.html
http://www.planocritico.com/critica-mr-selfridge-1a-temporada/

 

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