pdv: qual é o melhor formato para a minha marca?

“criamos soluções em arquitetura e design para espaços comerciais, PDVs, que podem ser lojas, quiosques…” às vezes estou explicando o que a gente faz e vejo que o rosto da pessoa se torna uma interrogação depois que falo a palavra PDV.

Mas Gabi, é arquitetura, mas não faz casa? Não, a gente trabalha só com criação de espaços comerciais. Quando comecei com o estúdio Cecile, há dez meses, tinha acabado de me desligar do mundo corporativo onde tudo se fala em jargão e termos técnicos. Se torna natural e é uma forma genuína de se comunicar quando seu cliente é uma corporação.

No entanto, com esses meses de vivência no empreendedorismo e falando de perto com públicos muito diversos, percebi o quanto a linguagem dentro do nosso negócio é inacessível. A gente fala em design focado em performance, conversão, experiência de compra, brand awareness e n outros termos que são sim, super importantes e estão no nosso dia-a-dia porém não estão no dia-a-dia de todas as pessoas que se interessam em saber mais sobre o nosso negócio. E assim, se o negócio é começar loja, a gente sabe direitinho o be-a-bá. E a gente te entrega o caminho das pedras e se tiver coisas que a gente também não sabe, vamos buscar as respostas nas melhores fontes.

Eu falei tudo isso pra dizer que tudo bem não saber exatamente o que significa PDV ou experiência de compra no PDV. E também pra dizer que arquitetura para varejo não serve só para aquela cadeia enorme de lojas ou rede de restaurantes. A gente ama os lojistas independentes, pessoas corajosas, inventando novas formas de se relacionar com o cliente e fazer a roda da economia girar. E a gente quer fazer parte da materialização desse lugar, que é o PDV.

P.D.V. = PONTO DE VENDAS

Trocando em miúdos

Vem do inglês P.O.S. (Point of Sale), mas aqui no Brasil falar em P.O.S. é falar naquele terminal de pagamento que fica no caixa, onde passamos o cartão. Então o PDV ficou sendo o ponto de venda mesmo, físico.

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P.O.S. é literalmente o terminal onde a transação de compra se concretiza

Ponto de venda é qualquer ponto de contato da marca com o consumidor onde possa ser realizada a compra. Ou seja, não é só loja, é tudo. É aquele display da marca de óculos que fica dentro da loja multimarcas, é aquela caixinha que se aluga na loja colaborativa, é um quiosque no shopping, é uma banca na feira. Tudo isso é PDV.

E a gente faz tudo isso? Sim. Mas tudo isso é arquitetura? Não. É o tal design estratégico para varejo. A gente trabalha com designers, estrategistas de branding e marketing e inclusive com arquitetos. Essas disciplinas se integram para atingir um objetivo único: criar experiência de consumo, fidelizando o público e trazendo valor para a própria marca.

Pode ser que seja interessante para a marca ter mais do que um formato de ponto de venda para alcançar diferentes mercados. Um quiosque em um shopping e uma loja de galeria. Um display que vai ficar dentro de uma loja e um estande móvel para frequentar feiras e eventos. Tudo depende da sua estratégia como marca, do seu produto e do seu público. Independente do formato, o PDV precisa traduzir a essência da marca, com a identidade visual estabelecer um diálogo com as pessoas que vão interagir com ele e ser coerente entre diversos formatos – seja ele loja, quiosque, display.

Formatos possíveis de PDV

E qual é o melhor formato de PDV para a sua marca? Depende.

Para ilustrar, vou usar o exemplo da Ladurée, marca francesa de doces – os famosos macarons. É uma rede enorme? Hoje sim, eles tem pontos de vendas em diversos formatos espalhados pelo mundo. Mas o exemplo é mais pelo caráter didático de ilustrar os diversos formatos de ponto de venda/contato com o cliente.

Vamos falar de macarons. Não, péra. (Photo: Rebecca Yale)

Loja

Esse é o mais conhecido e mais facilmente identificado. Pode ser loja de shopping, loja de rua, loja de galeria. Com vitrine, sem vitrine. As possibilidades são infinitas.

Dentro do conceito de loja também englobamos estabelecimentos comerciais que não são tradicionalmente chamados de varejo, mas de serviços, como cafés, restaurantes, salão de beleza, clinica de estética. É onde acontecem trocas comerciais, então chamamos de loja.

Loja Conceito

Essa loja das fotos abaixo fica no bairro do Soho em Nova York, e é uma loja conceito.

Eles oferecem serviço de chá e café, além de outras opções de doces no cardápio e se você observar ali perto do caixa, alguns produtos para levar, isso tudo além do produto principal que são os macarons. Nesse caso a loja é enorme e tem até um restaurante no jardim.

Proporcionar ao consumidor essa vivência dentro do universo da marca é o papel de uma loja conceito. Há coisas que só serão oferecidas ali, naquele ponto de venda e em nenhum outro da mesma marca, mas isso faz parte da estratégia.

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Boutique Laduree no Soho, em NY (Photo: Rebecca Yale)
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Laduree Soho, NY (Photo: Rebecca Yale)
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Laduree Soho, NY (Photo: Rebecca Yale)

 

Loja de Rua 

A loja conceito normalmente é uma loja de rua, como no caso da Ladurée no Soho. Mas nem toda loja de rua é uma loja conceito, então aqui embaixo alguns exemplos de PDVs de rua, padronizados.

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Uma loja “normal” da Ladurée, em Antwerp, na Bélgica (Photo: Nicole da Rosa)
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Em algum lugar do Reino Unido

Loja de Shopping 

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Ladurée em Hong Kong, dentro do Sassy Mall
Ladurée no Villagio Mall, no Qatar

Quiosque/Estande

A experiência oferecida é muito diferente de uma loja, mas é um modelo eficaz para lugares com alta circulação de pessoas como aeroportos, shoppings ou lojas de departamento como Bloomingdales.

O quiosque pode servir também como uma maneira de testar um mercado incerto com um investimento mais baixo de implantação comparado ao de uma loja.

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Um quiosque é um quiosque! (Cart Ladurée nos aeroporto Orly, em Paris) 

 

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Estande modular projetado pelo estúdio Mesdemoiselles Design (Fonte da Imagem: Retail Land)

 

Pop-up Store

No último verão, em Paris, a marca promoveu uma ação dentro de uma loja temporária, que operou entre maio e junho.

Uma brincadeira de adivinhar. A ideia era que a pessoa entrasse nesse ambiente e pudesse experimentar entre diversos sabores de macarons, sem no entanto saber de quais sabores se tratavam, pois todos eram da mesma cor. No fundo da caixa, edição limitada, um cartão revelaria os nomes dos sabores.

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Pop Up Store Ladurée que funcionou no verão desse ano em Paris

Display 

A Ladurée, que eu tenha encontrado em minhas pesquisas, não trabalha com display dentro de outras lojas. Não é uma estratégia da marca.

Mas, como exercício, vamos imaginar que a Ladurée quisesse expor seus produtos dentro de um café de outra bandeira. Seria algo nesse sentido, como os displays que eles usam dentro das próprias lojas:

Deu pra ver a versatilidade e tudo que é possível em termos de ponto de venda, né?

Conseguiu visualizar qual seria a melhor opção de formato para o seu negócio?

Conta pra gente aqui nos comentários. E saiba que para colocar sua marca no mundo, em qualquer um dos formatos acima, pode contar com a gente. Clica aqui e manda suas ideias pra gente.

Até a próxima!

Gabi

 

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escolhendo o ponto comercial ideal: 5 coisas que você precisa saber

Um pequeno guia com informações preciosas para te ajudar a escolher o ponto comercial ideal para o seu negócio.

Localização: seu negócio é de passagem ou de destino?

Saber a resposta para essa pergunta vai te ajudar muito na escolha do seu endereço.

Num negócio de passagem, como um fast-food, o consumidor é atraído pela fachada. Sua decisão é feita rapidamente enquanto passa pelo seu ponto. Exposição de produtos na vitrine ou no acesso da loja, comunicação de ofertas e impacto da fachada em si ajudam nessa tomada de decisão, porém é necessário que ponto esteja exposto às pessoas numa região de bastante movimento.

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nova “loja-praça” da apple em são francisco contribui com reabilitação do espaço público

Quinze anos após a abertura de seu primeiro ponto de venda, a Apple repensa sua abordagem para o varejo e apresenta uma série de novas características no interior de sua nova loja na Union Square em São Francisco, na Califórnia. 

O conceito “praça”, que deve servir como modelo para novas lojas em todo o mundo, tem grande foco no caráter comunitário e no entretenimento desejando transformar a loja num grande ponto de encontro.

Fonte: Foster + Partners 

A marca trabalhou em colaboração com a prefeitura de São Francisco para contribuir com a reabilitação do espaço público deixando de focar apenas na experiência de compra dentro do ponto de venda, expandindo seus benefícios para a cidade.

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[retail drops] natura abre sua primeira loja e aposta em experimentação – natura shopping morumbi

Há tempos essa notícia faz parte dos bastidores do varejo de cosméticos e finalmente já tem data para se tornar realidade: até o final desse mês (abril, 2016) inaugura a primeira loja da Natura.

Depois de décadas em uma trajetória muito bem sucedida apenas através das vendas diretas (pelas consultoras) a marca, uma das mais admiradas do país, faz sua entrada no mercado tradicional do varejo com uma loja no Shopping Morumbi, em São Paulo.

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[retail drops] almoçar no metrô: em NY, sim! | turnstyle nyc

A caminho de um compromisso, parar para comer alguma coisa na estação de metrô vai ser mais do que encostar num pequeno balcão de café ou pegar um chocolate no quiosque ou máquina.

Com inauguração prometida para 19/4, na próxima semana, o centro de compras subterrâneo TurnStyle fica num endereço inusitado: abaixo do Columbus Circle, em Nova York. Instalado sob concessão de longo prazo numa área subterrânea de cerca de 2.500 m² distribuídos sobre uma passagem de quase 100 metros, conectada à estação de metrô homônima.

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[retail drops] a nova geração das conveniências | hirota food express

Loja de conveniência: posto de gasolina, chicletes e cerveja? Não mais.

Caminhando pela Paulista no final de semana nosso olhar foi capturado. No local onde funcionou por mais de 30 anos a locadora 2001, um novo estabelecimento abriu as portas em meados de março: Hirota Food Express.

A rede de supermercados Hirota está apostando num novo modelo de negócio, focado em oferecer pratos prontos pra levar, frescos – produção diária e validade curta – sem aditivos químicos e conservantes, a preços módicos (o valor de uma refeição oscila entre R$13,90 e R$29,90 – sem contar as promoções que visam escoar os produtos com vencimento no mesmo dia), além de itens tradicionais de supermercado.

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muito além do foodtruck: versatilidade sobre rodas

Os furgões colocaram o pé para fora da cozinha e se tornaram opções acessíveis e versáteis para empreender em diversos segmentos do varejo.

Já temos visto foodtrucks pelas ruas de São Paulo há alguns anos agora, assistimos o boom desse modelo de negócio focado no setor de alimentação entre 2014 e 2015. Eles seriam a evolução gourmetização dos carrinhos de cachorro quente e prensado que sempre vimos por aí, nas regiões empresariais, próximos às estações de metrô e rodoviárias, na frente dos estádios. Acredito que um dos pioneiros desse movimento tenha sido o Rolando Massinha, que atendia há 8 anos na Av. Sumaré. Você conhece? A regulamentação ainda é polêmica. No ano passado a subprefeitura da Lapa proibiu que ele continuasse atendendo naquele espaço e ainda não tenho notícias se pode retornar. Ele passou a atender em espaços de foodpark e eventos corporativos, até que o ponto na Sumaré seja disponibilizado para o seu retorno. O comércio itinerante, após decreto municipal em 2014, só pode operar em locais previamente autorizados, o que é um pouco incoerente com o próprio conceito “itinerante” dos estabelecimentos sobre rodas.

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